Trump mobiliza Exército em Washington e ameaça enviar tropas contra protestos nos estados

Presidente dos EUA chama manifestantes de ‘terroristas internos’ e diz que eles devem ser punidos com rigor, mas não está clara autoridade legal do presidente para intervir usando militares

Em seu primeiro pronunciamento ao público desde que começaram os protestos contra a morte de George Floyd por um policial, há sete dias, Donald Trump se autointitulou o “presidente da lei e da ordem” e anunciou que usará o Exército para conter as manifestações na capital do país. Trump ameaçou enviar militares aos estados caso os governadores não consigam controlar o que chamou de “criminosos”, “anarquistas” e “terroristas internos”.

— Os prefeitos e governadores devem estabelecer uma presença abrumadora das forças de segurança até que a violência tenha sido sufocada — disse Trump na Casa Branca, ao som de bombas de gás lacrimogêneo lançadas pela Guarda Nacional para conter manifestantes que marchavam na Praça Lafayette, próxima à sede do governo. —  Se uma cidade ou um estado se nega a tomar as medidas necessárias para defender a vida e e propriedade de seus residentes, então enviarei o Exército e resolverei rapidamente o problema para eles.

Não está clara a autoridade legal que Trump tem para levar adiante sua ameaça. A Lei da Insurreição de 1807 permite que um presidente envie forças militares em solo doméstico para fazer cumprir a lei. Especialistas disseram que o objetivo era ser usado em circunstâncias como um desastre natural, mas os presidentes podem enviar tropas unilateralmente para impor a lei.

Trump voltou a fazer ataques contra o que chamou de “extrema esquerda” e ao movimento Antifa, uma rede frouxa de autoproclamados militantes antifascistas, que responsabilizou pelos saques, incêndios e atos de vandalismo que têm ocorrido em geral à noite, depois dos atos pacíficos. Ele prometeu punir com rigor os que forem detidos durante as manifestações.

O presidente americano afirmou que está ao lado dos americanos, “devidamente enojado e revoltado com a morte de George Floyd”. Mas repetiu várias vezes durante o pronunciamento que é o presidente “da lei e da ordem”.

Trump disse que planejava uma presença policial e policial para “dominar as ruas” e disse que responderia com uma “presença policial imensa até a violência “ser reprimida”.

Depois do pronunciamento, ele cruzou a avenida em frente à Casa Branca, de onde os manifestantes haviam sido expulsos pela Guarda Nacional, para ir à Igreja de São João,  que teve seu subsolo incendiado na madrugada de ontem, mas não chegou a sofrer danos graves. Trump raramente vai a igreja, frequentada por todos os presidentes americanos desde James Madison (1809-1817).

Outros assessores, incluindo Ivanka Trump e Hope Hicks, o acompanharam na caminhada pelo parque.

O governador Andrew M. Cuomo, democrata de Nova York, rapidamente criticou o presidente em uma entrevista coletiva na segunda-feira.

— Convocar as forças armadas americanas para uma oportunidade fotográfica. Isso é o que era. Quero dizer, foi vergonhoso. Foi realmente, verdadeiramente vergonhoso — afirmou em um coletiva de imprensa.

No início do dia, Trump criticou os governadores americanos por sua resposta aos protestos em todo o país, chamando os manifestantes de “terroristas”, exigindo “retribuição” e alertando os governadores de que eles pareceriam “idiotas” se não dominarem os manifestantes.

Falando em uma teleconferência privada, cujo áudio foi obtido pelo The New York Times, Trump iniciou a conversa com uma extensa e irritada diatribe.

— Vocês têm que dominar — disse ele aos governadores. — Se vocês não dominarem, estarão perdendo seu tempo. Eles vão atropelar vocês, você parecerão um bando de idiotas.

(Com informações do New York Times).

Marcelo Júniorhttps://www.misteriosliterarios.com
Escritor, CEO Fundador, Diretor Proprietário do Mistérios Literários.

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