Filhos do Éden, Herdeiros de Atlântida

 Aqui vai uma resenha ao livro “Filhos do Éden, Herdeiros de Atlântida” de Eduardo Spohr.

Sinopse
Há uma guerra no céu. O confronto civil entre o arcanjo Miguel e as tropas revolucionárias de seu irmão, Gabriel, devasta as sete camadas do paraíso. Com as legiões divididas, as fortalezas sitiadas, os generais estabeleceram um armistício na terra, uma trégua frágil e delicada, que pode desmoronar a qualquer instante.
Enquanto os querubins se enfrentam um embate de sangue e espadas, dois anjos são enviados ao mundo físico com a tarefa de resgatar Kaira, uma capitã dos exércitos rebeldes, desparecida enquanto investigava uma suposta violação do tratado. A missão revelará as tramas de uma conspiração milenar, um plano que, se concluído, reverterá o equilíbrio de forças no céu e ameaçará toda vida humana na terra.
Ao lado de Denyel, um ex-espião em busca de anistia, os celestiais partirão em uma jornada através de cidades, selvas e mares, enfrentarão demônios e deuses, numa trilha que os levará às ruínas da maior nação terrena anterior ao dilúvio – o reino perdido de Atlântida.

Apresentação, uma mensagem aos leitores de A Batalha do Apocalipse.

Na manhã do dia 9 de julho, despertei agitado. Não conseguia voltar a dormir, preocupado com o roteiro ainda pendente da minha viagem de férias, marcada para dali duas semanas. Depois de um ano e meio de privações, e depois de entregar a editora os manuscritos finais de Filhos do Éden Herdeiros de Atlântida, resolvi tirar um curto período de descanso na frança, onde pretendia iniciar as pesquisas para o segundo volume desta série, Anjos da morte. 
Vencido pela insônia, tomei o elevador e caminhei algumas quadras até a praia de Copacabana, para apreciar um espetáculo que há tempos não via – o nascer do sol. Sentado nas areias brancas, divaguei sobre todas as coias que aconteceram desde o primeiro lançamento de A Batalha do Apocalipse. 
O sucesso do livro, tão improvável quanto a perspectiva de uma esfera incandescente vir abrigar formas de vida, deve-se inegavelmente aos anjos – não os alados da fantasia, tampouco as figuras mitológicas, mas ás pessoas comuns, que sem esperar nada em troca divulgaram entre os colegas de trabalho, os amigos de faculdade, os companheiros de escola, os familiares. O poder destes celestiais é magnífico, e, se A Batalha do Apocalipse tem um herói, são os leitores, os verdadeiros responsáveis por fazer os querubins levantarem voos mais elevados.
A repercussão das caminhadas de Ablon lançou as minhas mãos um dilema, Embora apaixonado pelos antigos personagens, algo me dizia que preciso renova-los, que o retorno de Orion, Shamira ou Amael, neste momento seria uma jogada incoerente e oportunista. – A trajetória deles se encerra em A Batalha, não seria justo desgasta-los.
O cenário apresentado no entanto, ainda poderia gerar permutações. Por ser renegado, Ablon esteve por séculos alheio a política celeste, e esse era o ponto que que queria explorar. Como se relacionam as diferentes castas do céu? Quem são os agentes na linha de frente? Qual é o reflexo da guerra civil na vida dos seres humanos? Quais são os reinos que se escondem além do tecido da realidade, aos quais o Primeiro General era incapaz de transportar?
 
Continue no livro…
Este, como o primeiro livro de Eduardo, é uma história completamente intrigante e envolvente. Digamos que magnífica. O autor usa diversos nomes a se referir a apenas um personagem (que no inicio fica um pouco confuso), mas logo depois nos acostumamos e conseguimos interagir mais.
Filhos do Éden, Herdeiros de Atlântida não é só mais um livro com histórias de anjos, demônios ou criaturas misteriosas como qualquer outro, mas uma verdadeira jornada de aprendizado em relação a história e a humanidade.
Eu, particularmente, super admiro a forma da qual Spohr faz com que nos apaixonemos por seus personagens, partindo nossos corações a morte de algum deles. Acontecimentos que não conseguimos parar de ler, um capítulo atrás do outro, uma coisa completamente viciante e apaixonante. Um enredo completamente magnífico. A forma como o autor consegue transpassar alguns momentos que são simples, porém magníficos, como o nascer do Sol, ou o crepúsculo. Apesar de ser um livro grande, contendo 474 páginas, tem uma excelente diagramação e uma ótima fonte, o que facilita muito a leitura. Consegui finalizar o livro em três semanas.
“Da morte vem a vida, do sacrifício vem a vitória”
“Quando uma chama se apaga, a outra se acende”
Este é o primeiro livro da trilogia Filhos do Éden, sendo o segundo Anjos da Morte e o terceiro Paraíso Perdido. 
De verdade, acho que é um livro que vale a pena ler.

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