Crítica | Próxima Parada: Teu Coração

Quantas vezes ignoramos um gesto, uma palavra, um toque, ou um simples olhar, talvez porque não queremos perceber ou quem sabe porque estamos tão imersos na rotina que não enxergamos que a felicidade está ali a um passo de distância. Mas quando Murilo viu aquela menina que sequer ele sabia o nome, entrar pela porta do ônibus ele descobriu o que era o amor, por isso, ele se entregou, pois tudo aquilo que ele sentia era amor de verdade, amor daqueles que arrebatava todos os sentidos e que fazia delirar, e, Murilo queria viver aquele amor e não se importar com o preço que ele teria que pagar para conquistar a sua felicidade.


Todos que me conhecem, sabem que não leio, ou pelo menos não tenho o costume de ler romances. Quando recebi o livro “Próxima Parada: Teu Coração”, imaginei uma leitura bem simples, enfadonha e como em boa parte dos romances, clichê.

Este é um tipo de livro em que nos sentamos de forma confortável em baixo de uma árvore e nos deliciamos nesta leitura super gostosa que se passam páginas e páginas sem percebemos, e quando finalmente nos damos conta, o livro já está no fim.

Apesar de não ser uma história com absurdos acontecimentos, consegue mexer com nosso lado sentimental. Momentos absurdamente lindos e que nos sentimos muitas das vezes parte da história.

Todo o livro é escrito em primeira pessoa, assim nos gera uma certa “proximidade” com os personagens, seus pensamentos sinceros e momentos mais íntimos. Jefferson Almeida (autor do livro) consegue criar um enredo muito envolvente e permite transmitir todos os sentimentos para o leitor, de uma forma única, cada vez mais, a história se torna melhor e mais interessante.

Acho que com sinceridade, um assunto que poderia ser desenvolvido um pouco melhor seria a parte “hot”, que começa e não evolui. (Não estou dizendo que deveria ser colocado partes “eróticas”(talvez sim), mas que esta partezinha fosse um pouco melhor desenvolvida).

Vou citar alguns trechos do livro, mas não se preocupe, não dou spoilers aqui no blog.

O perdão reconstrói pontes que um dia foram quebradas.

O perdão derruba barreiras que um dia foram levantadas.

O amor não se acaba, não quando se ama de verdade.

Quando eu me entreguei, não esperava que chegaria onde cheguei. Segui meu caminho que não fora planejado, me magoei, chorei, vivi, mas sobre tudo, eu amei. Não me deixei perder pelos caminhos tortuosos que o coração oferecia, pelo contrário, escolhi novas rotas e encontrei aquilo que eu queria, a felicidade.


Sobre o autor:

Jefferson Almeida se considera um sonhador e diz que: “vive quando escreve”. Ele nasceu em 6 de agosto de 1994 na cidade de colombo – PR, mas atualmente mora em Telêmaco – PR. Cursou administração na faculdade de Telêmaco Borba e nesta mesma faculdade se pós-gradua em Gestão e Capital Humano.

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