Crítica | Por Lugares Incríveis

Adaptação da Netflix entrega personagens interessantes, mas se perde ao tentar desenvolver o drama adolescente

O filme “Por Lugares Incríveis”, estrelado por Elle Fanning (“Malévola”) e Justice Smith (“Detetive Pikachu”), foi lançado pela Netflix. O longa-metragem, inspirado no livro homônimo de Jennifer Niven publicado em 2015, retrata o improvável romance entre Violet Markey (Fanning) e Theodore Finch (Smith). Os protagonistas do filme se conhecem em uma situação conturbada. Traumatizada pela morte da irmã em um acidente automobilístico, Violet está na beira da ponte onde a tragédia aconteceu quando conhece Finch, um rapaz rejeitado pelos colegas de escola e com pensamentos suicidas.

Eles estudam na mesma escola, e o professor de geografia propõe uma atividade em dupla: visitar pontos turísticos (ou não) do estado norte-americano de Indiana. Finch convence Violet a sair de casa e fazer o trabalho de classe com ele. Juntos, eles conhecem seis lugares (no livro, são 14).

O filme aborda o tema da saúde mental de maneira diferente de outras produções sobre suicídio, como a série “13 Reasons Why”, também da Netflix. Finch, por exemplo, não tem seu diagnóstico revelado. “Por Lugares Incríveis” mostra como um casal consegue se ajudar mesmo com os problemas psicólogicos de cada um. Autora do livro, Niven se juntou à roteirista do longa, Liz Hannah (“The Post: A Guerra Secreta”) para adaptar o best-seller. Brett Haley (“Coração Batendo Alto”) ficou com a direção.

Este é mais um dos clichês filmes de romance dramático adolescente. O Mesmo tem uma abordagem de fatos extremamente rápida que não permite que o telespectador consiga se conectar com um dos principais personagens, Theodore Finch. O que não permite que sintamos grande impacto em suas ações ao decorrer da trama.

Apesar de um roteiro rápido e mal desenvolvido, o filme tenta levar uma mensagem um tando revolucionária, um fato de superação e que “Todos os lugares podem ser incríveis se você tirar um tempo para observá-los.

Então, se você está a procura de um filme que te faça mergulhar em lágrimas, com certeza está no caminho errado.

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