Mulheres malignas nos campos de concentração nazistas

A Segunda Guerra Mundial foi nada menos que um gigantesco conflito militar, que tomou proporções de caráter global. Ocorreu entre os anos de 1939 e 1945, onde as maiores potências do mundo acabaram se envolvendo de alguma forma. Não seria novidade dizer que o evento culminou na morte de milhões de pessoas, sendo que boa parte foi morta em campos de concentração, durante o Holocausto… O maior genocídio do século 20.

A crueldade dos generais e dos comandantes desses campos era inacreditável. Para eles, matar e torturar era algo completamente comum e faziam isso apenas para cumprir tabela. No entanto, o que poucos se lembram é que muitas mulheres também tomaram frente nesses lugares, assumindo um comportamento nojento.

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1 – Dorothea Binz

No ano de 1939, Binz deu início à sua carreira como guarda de um campo de concentração em Ravensbruck. Ela parecia adorar sua função e era muito conhecida por ser inflexível, atuando sem piedade. Ela chicoteava, torturava e até mesmo atirava nas prisioneiras que estavam sob sua responsabilidade.

No entanto, um dos piores casos foi quando matou um prisioneiro a machadadas, enquanto ele realizava trabalho forçado. Ao fim da guerra, tentou fugir mas acabou capturada. No dia 2 de maio de 1947, acabou sendo executada como pena por seus crimes.

2 – Juana Bormann

Também no ano de 1939, Bormann se juntou às forças nazistas, passando pelos campos de concentração de Ravensbruck, Auschwitz e Bergan-Belsen. Também conhecida como “A mulher dos cães”, sempre andava pelos campos acompanhada de seu Pastor Alemão, que ela incentivava a atacar os prisioneiros. Muitos foram completamente dilacerados pelo cão, que era treinado para atacar. Por fim, seu sadismo acabou sendo penalizado com a morte, visto que foi condenada e executada no dia 13 de dezembro de 1945.

3 – Hildegard Lächert

A mulher chegou a trabalhar nos campos de concentração de Ravensbruck, Majdanek e Auschwitz, mas a partir do ano de 1942, passou a ser reconhecida por sua crueldade. Uma de suas atividades favoritas era a tortura de presas. Assim que a guerra teve fim, foi condenada a 15 anos de prisão devido a suas ações brutais em Auschwitz. No entanto, cumpriu apenas 9 anos por apresentar bom comportamento. Acontece que em 1975, vieram à tona casos onde ela também soltava os cachorros nos presos, tendo matando muitos dessa forma. Então, foi novamente condenada a mais 12 anos de prisão.

4 – Wanda Klaff

Klaff tinha um serviço normal em uma fábrica, até ser mandada para trabalhar em um dos campos de concentração da Polônia, o Stutthoff. Ali, ela serviu entre os anos de 1944 e 1945, e assim como as outras mulheres já mencionadas, cometia diversas brutalidades. Ao término da guerra, foi capturada e levada a julgamento. Durante o processo, ela disse no tribunal: “Eu sou muito inteligente e dedicada ao meu trabalho nos campos. Eu batia em pelo menos dois prisioneiros todos os dias“. Bem, julgando que ela tenha proferido tais palavras em meio ao próprio julgamento, que a condenaria por sua crueldade, talvez não seja tão inteligente assim.

5 – Greta Bosel

Enfermeira, começou a trabalhar no campo de concentração de Ravenbruck cedo, no ano de 1939. Atuava como “supervisora de trabalho”. Isso quer dizer que ela ajudava na escolha dos prisioneiros que seriam encaminhados aos campos de trabalho e aqueles que iriam direto para a câmara de gás.

Apenas para que você tenha ideia de tamanha maldade, um de seus lemas era “se eles não conseguem trabalhar, deixe-os apodrecer“. No dia 3 de maio de 1945, enquanto os crimes daquele campo de concentração eram julgados, Bosel foi condenada à execução, por maus-tratos, assassinato e ajuda no processo de seleção.

6 – Ruth Neudeck

Começou a trabalhar a favor da força nazista já no ano de 1944. Pouco tempo após sua entrada, já conseguiu promoção a líder de um dos sub campos de concentração de Ravensbruck, devido a sua crueldade. Um dos prisioneiros que era submisso a ela, contou que certa vez, presenciaram algo horrível. Ela cortou a garganta de um prisioneiro com uma pá! Depois da guerra, fugiu mas foi capturada e executada como pena por seus crimes.

7 – Ilse Koch

Também conhecida como “A cadela de Buchenwald”, este foi um caso à parte. Koch não tinha diretamente nenhuma relação com o exército nazista. Em contrapartida, seu marido, Karl Koch, era comandante dos campos de concentração de Buchenwald e Majdanek. Ela realmente gostava disso e abusou da influência do marido para ir até os campos e cometer diversos absurdos.

Sempre que novos prisioneiros chegavam, ela ia até o campo e examinava um por um. Aqueles com as melhores tatuagens eram executados a mando dela. E adivinhe só? Ela arrancava o pedaço de pele com a tatuagem da pessoa executada e guardava para si… Ela tinha uma verdadeira coleção. Relatos apontam que ela fazia objetos úteis com as peles, a exemplo de abajures e capas de livro, no entanto, este é um fato que nunca pôde ser comprovado, mas ela realmente guardava as peles para si.

Por incrível que pareça, não foi condenada à execução. Após seu julgamento, no ano de 1943, foi condenada à prisão perpétua. Enquanto cumpria a pena, cometeu suicídio, já no ano de 1967.

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