Devo usar máscaras cirúrgicas?

Médico explica quando faz sentido recorrer a esses itens para se proteger de infecções, poluição e afins — dúvida frequente em tempos de coronavírus

Após o surto do novo coronavírus (Covid-19) a partir da China, as máscaras cirúrgicas descartáveis ficaram ainda mais em evidência em todo o mundo — principalmente, claro, nos mais de dez países onde o vírus foi detectado. Mesmo antes de o primeiro caso ser confirmado no Brasil, o artigo ganhou as ruas por aqui.

De uma maneira geral, o uso de máscaras para prevenir infecções e problemas pulmonares pode ser positivo. E, quando de fato é necessário, deve ser mantido. A exemplo do que foi visto recentemente nas regiões de Raposos e Sabará, no estado de Minas Gerais. Após fortes chuvas que causaram alagamento e motivaram o desalojamento de diversas famílias, funcionários municipais utilizaram máscaras contra a poluição e o aumento de partículas de poeira em decorrência do solo enlameado. Certo! Proteção para os pulmões.

Mas, quando falamos em doenças infecciosas e epidemias, sabe-se que o uso dessas máscaras só é recomendado para indivíduos que já estão doentes e não querem/devem transmitir infeções para outras pessoas. Entre as condições mais comuns, entram todos os tipos de micro-organismos que contaminam vias aéreas e pulmões, como adenovírus — causadores de resfriado, bronquite, pneumonia e conjuntivite, esta quando atinge os olhos — e o influenza, que provoca a gripe.

Tais máscaras cirúrgicas padrão são confeccionadas, sobretudo, para garantir o bloqueio de partículas e gotículas. Quando há infecção, acredita-se que as pequenas gotas não podem ser filtradas pelo item de proteção. Por serem descartáveis, ou seja, haver prazo de validade, passar um dia inteiro com uma, cuja superfície ficará infectada, pode trazer risco de contaminação para outras pessoas que estiverem ao redor.

Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) prioriza várias outras medidas de segurança para conter surtos e situações do gênero. Entre as estratégias mais eficazes estão lavar as mãos com frequência, evitar levar mãos sujas à boca ou ao nariz, usar e descartar tecidos quando espirrar ou tossir e manter uma distância de ao menos um metro de outras pessoas.

Sobretudo, no caso do coronavírus, é recomendado que se use a máscara n95. Mas o que é o respirador N95?

A principal função do respirador N95 é a de proteger a boca e o nariz do usuário para que a saliva, a mucosa bucal e as secreções respiratórias não tenham contato com um ambiente contaminado por aerossóis.

Quando uma pessoa infectada tosse ou espirra, ela derrama gotas de saliva, muco ou outros fluidos corporais. Se alguma dessas gotas cair sobre você – ou se você tocá-las e, digamos, tocar seu rosto -, também poderá ser infectada.

Essas gotículas não são afetadas pelo ar que flui através de um espaço, mas caem bastante perto de onde se originam. De acordo com Emily Landon , diretora médica de administração antimicrobiana e controle de infecção da Universidade de Chicago Medicine, as diretrizes do hospital para influenza definem a exposição como estando a menos de um metro e meio de uma pessoa infectada por 10 minutos ou mais.

“O tempo e a distância são importantes”, diz Landon.

As doenças respiratórias também podem se espalhar pelas superfícies sobre as quais as gotículas caem – como assentos de avião e mesas de bandeja. Quanto tempo essas gotículas duram depende tanto da gotícula quanto da superfície – muco ou saliva, porosa ou não porosa, por exemplo. Os vírus podem variar drasticamente quanto tempo duram nas superfícies, de horas a meses.

exemplo de máscara n95

Há também evidências de que os vírus respiratórios podem ser transmitidos pelo ar em pequenas partículas secas conhecidas como aerossóis. Mas, de acordo com Arnold Monto, professor de epidemiologia e saúde pública global da Universidade de Michigan, esse não é o principal mecanismo de transmissão.

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